II Antologia FLIVI / AMLAC 2018 –

HOMENAGEADO MAURICIO DE SOUSA

CLASSIFICAÇÃO DO 2º CONCURSO LITERÁRIO FLIVI/AMLAC

RESUMO DO REGULAMENTO DO CONCURSO LITERÁRIO e DICA PARA 2019

  1. Quatro grupos de concorrentes:
    • grupo A: alunos do 6º e 7º anos do ensino fundamental
    • grupo B: do 8º e 9º anos, idem
    • grupo C: alunos do ensino médio
    • grupo D: brasileiros maiores de 18 anos
  2. Tema: vida e obra de Maurício de Sousa;
  3. Gêneros: crônica, conto e poesia;
  4. Critérios de julgamento: criatividade, linguagem e pertinência com o tema;
  5. Jurados: Lia Ponzoni, Sandro Capestrani, Rodolfo Barreto, Conrado Amstalden e Piero de Manincor Capestrani;
  6. Classificamos indistintamente do gênero, como no ano passado;

Esclarecimento dos Jurados e dica:

  1. Muitos alunos preocuparam-se em fazer referências à história de vida e à obra do homenageado, o que está correto quanto ao quesito pertinência, mas o texto não pode ser apenas isso; o primeiro critério é a criatividade nessa abordagem; portanto, buscamos prestigiar aqueles trabalhos que foram além da mera reportagem de dados de Maurício de Sousa, e se arriscaram na linguagem e nas ideias próprias sobre sua vida e obra; fica a dica para o próximo ano: em arte, o correto e conforme a regra não é suficiente, porque arte é invenção dentro e fora da estética vigente; p.ex., não haveria verso livre se ainda fôssemos obrigados a escrever formas fixas, como no século 19 e parte do 20, mas se quisermos usar as formas fixas, temos que ir além da mera obediência à métrica e rima; não é isso que faz um poema, mas sim o que ele contém de novo em linguagem, imagens e ideias, em opacidades, estranhamentos e deslocamentos; depois do verso livre vieram os concretistas, que explodiram o poema na página, criando novas relações do poema com as artes plásticas e a publicidade; exemplos como este estão por todas as modalidades das artes, basta passear por museus de história da arte no Brasil e exterior;
  1. Enfim, vamos à classificação em cada grupo:

GRUPO A:

1º lugar: Amanda Julio da Silva, da Escola Municipal Prof. Darci Dêgelo Briski;

2º: Heitor de Oliveira Silva, da Escola SESI Vinhedo;

3º: Maria Cecília Silva Fernandes, da Escola SESI de Vinhedo;

E classificados para publicação na mesma antologia FLIVI/AMLAC:

Maria Eduarda Bombonati, da Escola Municipal Prof. Darci Ana Dêgelo;

Isadora Paganelli, da Escola SESI de Vinhedo;

Yasmin Lopes Simensato, do Colégio Anglo de Vinhedo;

GRUPO B

1º Julia de Souza Alves, do Colégio Anglo;

2º Enzo Verardo Prete, do Colégio Anglo;

3º Isabella Ferreira de Souza, da Escola Municipal Integração;

E classificados para publicação:

Isabela Lico Zanbom, do Colégio Etapa de Vinhedo;

Victor Melle Michelin, da Escola Sesi de Vinhedo;

Ariane Fernandes, da Escola Sesi de Vinhedo.

GRUPO C

1º Maria Irmany S. Ribeiro, do Colégio Floresta de SP;

2º Juliana Koga, do Colégio de Vinhedo;

3º Giovanni Ferraiolo Bonincontro, do Colégio Anglo;

Classificados:

Beatriz Mori Vicente, da Escola Sesi de Vinhedo;

Heloísa Silva de Souza, da Escola Sesi de Vinhedo;

Maria Anjos, da Escola Sesi de Vinhedo.

GRUPO D

1º Marcio Adriano Silva Moraes, com a crônica Continue (Montes Claros/MG);

2º Monize Luiz Santos, com o conto Invasão (José Bonifácio/SP);

3º Jaime Guimarães, com a crônica O gibi do Chico Bento (Salvador/BA).

Classificados

Regina Ruth R. Caires, com a crônica O mesmo encanto (Araçatuba/SP;

Evandro Valentim, com o conto Nos quadrinhos é bem mais divertido (Brasília);

Edileuza Bezerra de Lima Longo, com o poema Seu Maurício e o seu cão (SP, capital).

Todos os textos classificados serão publicados na Antologia FLIVI/AMLAC, oportunamente.

Informaremos aos classificados a data, hora e local da cerimônia de premiação, quando serão entregues as antologias aos presentes. Os ausentes receberão as publicações na forma do Regulamento.

Parabéns pela classificação, lembrando que todos os que escreveram e inscreveram seus textos são vencedores, porque buscam na escrita, nutridos certamente pela leitura constante, sua forma de expressão mais elevada e sua marca personalíssima e perene de viver.

Sandro Capestrani

Coordenador do Concurso

Acadêmico da AMLAC

TEXTOS PREMIADOS E SELECIONADOS

GRUPO A

1° lugar

Amanda Julio da Silva

6° ano – E.M. Darci Ana Dêgelo Briski

Turma da Mônica em: Eu sou o Cascão

Eu sou o Cascão

tenho mais medo de água

do que do bicho papão.

Fujo do chuveiro e da chuva.

Meu bichinho de estimação

só pode ser um porquinho,

o seu nome e Chovinista

e ele também é sujinho.

Os meu amigos reclamam,

mas lá no fundo eles gostam de mim.

Cada um tem seu jeito,

o meu jeito é assim.

Cebolinha fala “elado”.

Mônica é muito forçuda.

Magali com demais.

Perfeita mesmo é a Cascuda

No dia dos namorados,

desenhei um coração,

Dentro dele eu escrevi:

“Pra Cascuda do Cascão”.

Cebolinha inventa um plano

que ele acha genial,

quando falha ele reclama,

que eu estraguei o final.

Ele quer vencer a Mônica

pra mostrar que é melhor.

Cebolinha sempre apanha,

Eu também leno a pior.

Sou o craque do futebol,

e quase fui campeão.

Só uma coisa atrapalhou,

o barulho de um trovão.

Saí correndo do campo,

fui para casa me esconder.

Cebolinha anda falando

que eu fiz o time perder.

Mas não se esqueça

eu só faço o bem.

Então fique sempre pertinho

do seu amigo Cascão

E de seu porquinho de estimação!

Lugar

Heitor de Oliveira Silva

7° ano – SESI Vinhedo

O grande Mauricio de Sousa

 

Mauricio de Sousa

É o rei da HQ.

Começou em jornais

Depois foi logo para a TV.

Teve muitos amigos,

Como Cebolinha fala “elado”,

E Cascão, sempre no lixão.

Ficou bem famoso

Por ser um grande escritor.

Sempre fez sucesso

E assim virou autor.

Teve dez filhos

Que inspiraram seus personagens,

Fazendo assim para eles

Grandes homenagens.

Seus quadrinhos são muito conhecidos,

E fazemos deles nossos amigos.

Sempre olhamos a turminha

Onde todos são unidos.

Esse é meu poema

Sobre nosso herói.

Mas todos nós sabemos

Que nosso destino é a grande quem constrói.

3° lugar

Maria Cecília da Silva Fernandes

7° ano –SESI Vinhedo

O pai das HQs

Mauricio de Sousa

Não tem como não conhecer.

Ele é incrível e

Suas histórias você tem que ler!

Um escritor como ele

Não vi igual.

E sua criatividade

É sensacional!

Em suas histórias

Fala sobre a amizade

Que é um amor forte

E de verdade.

Para incentivar a leitura,

Faz de tudo.

Como ele mesmo diz:

“Ler é a chave do mundo!”

Criou a Mônica,

Sua personagem principal.

Ela é brava,

Mas no fundo superlegal.

O Cebolinha

Fala errado,

Torca o R peli L

E fica “englaçado”.

O Cascão

É o melhor amigo do Cebolinha.

Se falar de água,

Ele corre para a casinha.

A Magali

É a mais gulosa

Se comer a comida dela,

Ela fica perigosa.

Texto classificado

Isadora Paganelli Pereira

7° ano – SESI Vinhedo

O grande cartunista

 

Em Santa Isabel,

Um garoto nasceu

E desde pequeno,

Seu talento floresceu.

Entrou no mundo dos quadrinhos

Só como visita.

Mal sabia ele

Que viraria cartunista.

Mauricio de Sousa

Foi trabalhar no jornal.

Fez seu primeiro personagem,

Bidu, que é muito especial.

Criou a Mônica,

A personagem principal.

Mesmo sendo bem bravinha,

Ela é superlegal.

O mestre dos planos infalíveis,

O grande Cebolinha,

Troca o R pelo L,

Mas fica uma “gracinha”.

Lá vem o Cascão,

O dono da lama

Quando ele Vê água

Não sai nem da cama.

A maravilhosa Magali

Ama uma melancia

Se vê comida na geladeira,

Deixa-a toda vazia.

Daí formou “A Turma da Mônica”.

Mesmo com muita coelhada,

Ela permanece unida

Com toda a palhaçada.

As histórias de Mauricio

Seus fãs ajudaram.

Além de divertimento,

À leitura os impulsionaram.

Texto classificado

Maria Eduarda Bombonati da Silva
6.º ano – EM. Darci Ana Dêgelo Briski

Turminha divertida

Mônica, em sua filha inspirada é.
Na história ela é bravinha.
Cebolinha fala “elado”,
mas faz planos bem bolados!

Magali gosta de comida,
Parece que tem lombriga.
Cascão não toma banho
E ajuda com os planos.

Esta turma é complicada!!
Mas anima a molecada!

Franjinha: o cientista.
Marina é artista.
Denise: a fofoqueira.
Carminha: a encrenqueira.
Cascuda: a apaixonada.

Não esqueça da cachorrada!
Bidu, sua primeira criação,
É amigo do Monicão,
Juntos aprontam confusão.

Com sua turminha
Mauricio de Sousa
Conquistou todo este mundão!

Texto classificado

Yasmin Lopes Simensato
6.° ano – Anglo Vinhedo

Mauricio de Sousa: de Bidu para o mundo

Desde pequeno, Mauricio de Sousa
Sofreu grande influência cultural.
Com pai e mãe poetas,
Sua casa era um ambiente teatral.

Ainda menino mudou-se para Mogi das Cruzes,
Onde começou a fazer ilustrações.
Seus desenhos e cartazes
Nos jornais faziam aparições.

Com um sonho de viver como desenhista,
Se muda para a capital.
Lá, não consegue nada mais
Do que uma vaga de repórter policial.

Mauricio começou a desenhar quadrinhos,
Quando uma história de Bidu foi aprovada.
As tiras de Bidu e seu dono Franjinha
Deram origem ao famoso menino de cabeleira espetada.

Ele montou uma grande equipe
Com desenhistas e roteiristas
E, depois, passou a desenhar somente
As histórias de Horácio, o dinossauro minimalista.

É pai de dez filhos,
E fez os personagens nestes baseados.
Das quais todos nós conhecemos,
Pois, em suas revistas estão estampados.

Seus quadrinhos têm fama internacional,
São adaptados para jogos, cinema e televisão.
Fazem parte da infância de muita gente,
E em nossa memória sempre estarão

Mauricio sempre será um grande cartunista,
E em nossa memória será imortal.
Agradecemos a ele, por fazer os quadrinhos
Que tornaram nossa infância mais especial!

GRUPO B

1°. lugar
Júlia de Souza Alves
9.º ano – Anglo Vinhedo

Boatos

– Lá vem o Quinzinho!
– Ouvi falar que ele gosta da Mônica!
– Da Mónica? Imagina!
Atrás de nos as meninas suspiravam, bobas. Quinzinho, o
menino mais popular do bairro, filho dos padeiros mais bem-
-sucedidos da cidade, vinha em nossa direção. Era lindo, tinha
cabelo castanho, era alto e magro… Tudo que era preciso para ser
um namorado perfeito e arrancar suspiros de qualquer garota,
inclusive eu. Planejava me declarar no dia seguinte, no dia de seu
aniversário para cuja festa tinha sido convidada. Caiu a noite e
todas nós fomos para casa, ansiosas. Mesmo confiante por causa
dos boatos de que Quinzinho gostava de mim, não podia evitar ficar
acordada a noite inteira. Tomei um susto quando recebi uma
mensagem de minha melhor amiga, Magali. Respondi com rapidez
e fiz o máximo possível para adormecer. Estava tão ansiosa que
ouvia as batidas do meu próprio coração. Ao mesmo tempo que o
amor era perturbador, era um sentimento incrível, inexplicável,
que eu nunca trocaria por nada. Os únicos que sabiam da minha
paixão por Quinzinho eram meu diário, eu e a Magali, a única
pessoa na qual eu realmente confiava. Nada poderia estragar minha
declaração
Finalmente cai no sono e acordei no dia do aniversário de
meu futuro namorado. Era cedo e já corri para ver que roupas e
vestiria. Abri o guarda-roupa, mas só havia vestidos vermelhos
Escolhi o mais belo e mais novo de todos. Passeio dia me olhando

no espelho e praticando o que diria ao Quinzinho. Quando chegou
o final da tarde, me pintei, passei meu perfume da sorte e saí a pé
para a casa do aniversariante. Bati na porta e ele me recebeu com
um sorriso que quase me derreteu inteira. Entrei e encontrei todas
as garotas do bairro: Carminha, Marina Denise, aquela que sempre
espalhava os boatos, e Magali.

– Magali!
– Mônica!
Matamos a saudade com um abraço caloroso e apertado.
Adorava o perfume de Magali. Era o melhor cheiro do mundo. Pelo
resto da festa, eu fui para um canto e Magali para outro. Duas horas
após a minha chegada – e já estava quase no final da festa – a mãe
de Quinzinho veio me pedir um favor:
-Ai, Mô, eu estive tão ocupada preparando todos esses pães
para as crianças! Você pode chamar o Quinzinho para os parabéns
enquanto eu arrumo a mesa, por favor?
Ela sorriu…
– Ele deve estar lá em cima no quarto dele, guardando os

Presentes.
Fiz que sim com a cabeça. Essa era a minha chance. Nada me
pararia dessa vez. Eu tinha criado coragem o suficiente para me
declarar com sucesso.
– Ei, Mônica! – gritou Denise, a rainha das fofocas – Você sabia
que tem um novo casal no bairro?
Fiz uma careta e disse que conversaríamos depois, porque
eu tinha algo mais importante a fazer no momento. Cheguei nas
escadas que levavam ao primeiro andar do sobrado, onde estava o
quarto de Quinzinho. A cada passo eu ia esquecendo as palavras do
meu discurso tão bem preparado. Suava frio e sentia minhas
bochechas doerem de tanto sorrir. Queria muito ver seu sorriso
quando eu dissesse que gostava dele, e que sempre havia gostado,
Era certeza que era correspondido. Todos no bairro diziam isso.
com o coração na garganta, bati levemente na porta de seu quarto,
que estava fechada. Decidi chamá-lo:
– Quinzinho? – Não recebi resposta. Chamei de novo:
– Quinzinho? Você está aí, Quinzinho?
Não ouvi nada. Pensei por um momento. O máximo que
poderia acontecer, se eu entrasse, era Quinzinho não estar lá.
Hesitante, girei a maçaneta de ferro, ainda sorrindo. Abri a porta
devagar, para que não fizesse barulho. Meu sorriso se desfez.

Quinzinho estava lá. E junto com ele estava também Magali. Os dois
na poltrona, trocando beijos e carícias. Magali estava rindo de

alguma coisa que ele provavelmente havia dito, mas, quando me
viu, sua alegria se foi.
– Mônica… – disse, olhando para mim, pasma.
– Estou interrompendo alguma coisa? – perguntei, só por
respeito.
Senti um aperto no peito. Como ela podia fazer isso comigo?
Minha amiga de infância, minha melhor amiga? Senti minha visão
embaçar e tudo dentro de mim desmoronar. Tudo o que eu queria
fazer era gritar, chorar e dizer para Magali que ela havia sido uma
péssima amiga. Olhei para Quinzinho. Ele sorria, bobo.
– Parece que você nos pegou no flagra.. – riu, sem me olhar
nos olhos.
– Quinzinho, sua mãe quer que você desça para os parabéns-
Minha voz quebrou e as lágrimas começaram a rolar. Não consegui
pará-las.
Virei-me e saí correndo. Quase tropecei nas escadas. Out
Magali gritar meu nome a distância, mas eu não iria voltar para
conversar, não havia nada a dizer, nada que eu queria falar e nada
que pudesse me fazer esquecer o que eu havia visto. Estava
realizando minha fuga improvisada quando alguém me parou.
– Ei, Mônica! -disse Denise, – fiquei sabendo que a Magali e o
Quinzinho estão juntos! Formam um casal fofo, você não acha? Nem
quis ouvir o resto.
Sem olhar para trás, abri a porta da casa dos padeiros e saí
de lá como se houvesse um fantasma indo atrás de mim. Senti frio
nos meus ombros nus, mas estava mais preocupada com o que
havia acabado de ver do que com pegar um resfriado. Cheguei em
Casa e corri para meu quarto. O perfume de Magali ainda estava
preso a mim. De uma hora para outra, passei a odiar aquele cheiro
Era doce, doce demais. Tão doce que doía. Entrei no banho, deitei
na minha cama e chorei até dormir.

2.° lugar
Enzo Verardo Prete
8°. ano- Novo Anglo

Revistinha

Quando eu era pequeno, lembro-me bem,
Sempre que na lojinha da esquina passava
Á minha mãe sempre perguntava:
“Mamãe, posso comprar revistinha?”
E nos dias bons um “sim” era o que eu tinha.

Em casa, já com a revistinha,
Para minha mãe insistia:
“Mamãe, leia pra mim a revistinha”.
Mas só depois do “por favor” ela cedia.

O tempo passou,
Eu cresci,
Muita coisa mudou.
Mas nunca me esqueci,
De como tudo isso me tornou
Acima de tudo
Quem hoje eu sou.

Agora me vejo,
Sentado junto aos meus primos e primas
Lendo para eles
Todas as minhas histórias e revistinhas.

E ainda hoje, mesmo não sendo mais uma criança,
Em meu coração repousa a juvenil e imortal esperança
De conhecer meu único e verdadeiro ídolo,
Mauricio Araújo de Sousa.